Sabe aquela brincadeira que fazemos às vezes de imaginar os bebês de hoje em dia nascendo com um celular ou tablet nas mãos? Pois é! Ela reflete a realidade de muitos pais.
Nossos filhos são os famosos nativos digitais, nasceram na era da tecnologia, onde é praticamente impossível fazer as atividades da vida cotidiana sem um computador, tablet ou smartphone. E tudo indica que esse é um caminho sem volta! É uma evolução lógica no uso da tecnologia e não a aproveitar é desperdiçar uma grande fonte de conhecimento e de desenvolvimento para o seu filho.
No entanto, não são poucos os pais e mães que, preocupados com o que seus filhos podem fazer nesse mundo virtual, veem com medo e desconfiança tudo isso: o que meu filho faz na internet? Quais vídeos ele assiste no Youtube? Por onde navega? O que acessa? E por quanto tempo?
Ei, antes de continuar lendo....
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É necessário reconhecer que tentar controlar de forma excessiva tudo o que nossos filhos fazem é praticamente impossível, considerando o acelerado ritmo de vida que levamos. Nem mesmo é recomendável, pois todas as pessoas, independentemente da idade, precisam de sua privacidade, e uma vigilância obsessiva pode ser algo muito negativo para o desenvolvimento da criança.
Acreditamos na tecnologia como grande aliada da educação e desenvolvimento da criança, mas como tudo, deve haver uma medida certa, algumas regras e um certo monitoramento é mesmo necessário para que seja saudável e proveitoso para pais e filhos.
Uma pesquisa norte-americana realizada pela GuardChild apontou que 43% dos adolescentes alteram seu comportamento online quando seus pais os estão observando.
Isso significa que, quando estão desacompanhados, eles podem estar em contato com atividades e pessoas impróprias, como abusadores, desafios perigosos e outros riscos que menores de idade correm online.
De acordo com uma outra pesquisa divulgada, pela Norton Online Living Report realizada com 2.717 crianças e jovens, com idades entre 8 e 17 anos, quando questionados, a maioria dos pais norte-americanos estimaram que seus filhos navegavam cerca de duas horas mensais na internet. Entretanto, a pesquisa mostrou que na verdade essas crianças navegavam cerca de 20 horas mensais, ou seja, 10 vezes mais.
Ainda de acordo com a pesquisa, mais da metade dos pais não estabelecem controles familiares e nem monitoram as atividades das crianças. Além disso, chama atenção também para o fato de que os internautas mirins fazem, cada vez mais, amizades virtuais. E mais do que isso: depositam nos amigos online grande confiança, inclusive divulgando informações pessoais.
A pesquisa foi realizada em oito países: Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, Alemanha, França, Brasil, China e Japão.
Com base nesses estudos, nós separamos algumas dicas importantes sobre como melhor administrar isso tudo, e garantir um bom aproveitamento para o seu filho! Além disso, listamos também quais aplicativos, ferramentas e softwares que você pode usar para facilitar o monitoramento ou bloqueio do que for necessário.
Dicas de segurança para os pais
Controle Parental
Permite que você veja e restrinja as ações do seu pequeno no meio digital. Diversos dispositivos como celulares, video games, tablet e computadores já possuem o controle parental disponível, mas você precisa configurar. Alguns aplicativos também já embutiram essa funcionalidade, como o Netflix e Youtube Kids.
Portanto, sempre que for baixar um novo aplicativo ou criar um novo usuário para seu filho, o primeiro passo é verificar se possui controle parental.
Acordos e Regras para a criança usar a Internet
Para evitar que a proibição e o monitoramento se tornem decisões unilaterais que foram simplesmente impostas - o que pode criar um certo atrito - faça alguns acordos e regras que a criança deva seguir para acessar a Internet.
Esse tipo de atitude vai mostrar que você confia nela e que não há necessidade de mentir - também mostra que, à medida que crescem, é possível assumir a responsabilidade por suas atitudes e tomar decisões gradativamente, o que ajuda a melhorar a autoconfiança do pequeno.
Converse sobre segurança com seus filhos
O diálogo entre pais e filhos é sempre importante, e nesse caso não é diferente.
Para fazê-los entender o porquê da sua preocupação, explique sobre os perigos da internet e as consequências que uma atitude irresponsável na rede, pode ocasionar.
Durante essa conversa é importante que você aborde tópicos como: Ódio gratuito a outros internautas, cyberbullying e pessoas má intensionadas. E tudo isso, sempre de uma maneira muito lúdica.
Dispositivo exclusivo para a criança e com senha
Para crianças com até 5 anos, é necessário garantir que todos os dispositivos estejam protegidos com uma senha, de modo que o seu filho não consiga se conectar acidentalmente quando estejam sozinhos ou não tenha um adulto por perto.
Se você deixa seu celular, computador pessoal e até corporativo com suas crianças, está cometendo um grave erro. As crianças possuem menor capacidade para distinguir o que pode ser malicioso ou não na internet, e se o dispositivo for infectado, os malwares terão acesso ao seu aplicativo de banco, números de cartão de crédito, dados pessoais e até dados corporativos.
Analise os novos apps instalados pelo seu filho
Ao analisar a instalação de um novo app para o seu filho, leve em conta se o aplicativo possui bloqueador de anúncios, sendo esta, uma ótima opção já que alguns apps contam com pop-ups que saltam rapidamente com anúncios sem muito controle de conteúdo. Outro ponto importante nessa análise é a verificação de fases gratuitas. Caso o app seja um game e tenha bloqueador a partir de uma determinada fase, isso pode gerar frustração na criança e nem sempre é possível bancar a compra, não é mesmo? E por fim, o ponto mais importante: O aplicativo tem relação com a faixa etária do seu filho? Se sim, ele irá te ajudar a estimular os pontos da fase em que seu filho está vivendo, e ele poderá aprender enquanto se diverte.
Softwares e aplicativos para monitorar seu filho na internet
1. Sistema Operacional do Dispositivo
É muito comum que os sistemas operacionais de computadores, tablets e celulares tenham uma seção para configuração só de Controle Parental. Aqui embaixo nós listamos os 3 principais sistemas operacionais e informações de como configurar o Controle Parental em cada um deles:
A Microsoft possui o Microsoft Family Safety, uma solução em nuvem onde você pode configurar para gerar relatórios de sites acessados, buscas realizadas e tempo de tela, limitar o tempo de tela de dispositivos Windows e Xbox, restringir apps e jogos que serão acessados, bloquear sites inapropriados, rastrear localização da criança etc.
E a conta pode ser criada através DESTE LINK <<
Para criar um Controle Parental no Android é necessário ter o aplicativo Family Link, desenvolvido pelo próprio Google e é oferecido de forma gratuita.
Nele é possível permitir ou bloquear um app de ser instalado pela criança, obter relatórios de uso, ele sugere apps recomendados por professores, definir tempo de uso, localização em tempo real etc.
Para saber mais é só acessar o site do aplicativo NESSE LINK
Nos dispositivos iOS existe uma configuração chamada Tempo de Uso >> Conteúdo e Privacidade onde é possível bloquear apps e recursos específicos, restringir conteúdo explícito, downloads e compras.
A Apple inclusive possui um artigo muito bem escrito e detalhado sobre como efetuar cada uma dessas configurações BEM AQUI 👈
Além disso, é possível criar um Grupo Familiar nos dispositivos Apple, onde você pode inserir todos os integrantes da família e pode configurar um ID Apple para crianças, definir permissões remotamente com o Tempo de Uso que eu mencionei acima, aprovar as compras e downloads pelo dispositivo do um responsável.
AQUI eles também escreveram um tutorial explicando como criar um Grupo Familiar.
2. SCREENTIME
- Limitar o uso diário;
- Bloquear apps;
- Delimitar horários de uso;
- Premiar o bom comportamento com tempo extra;
- Aprovar downloads novos;
- Pausar o celular a qualquer momento. Perfeito para fazer seu filho ir para a mesa jantar 😆
3. App Google Family Link
- Permitir ou bloquear um app de ser instalado pela criança;
- Obter relatórios de uso;
- Sugere apps recomendados por professores;
- Definir tempo de uso;
- Localização em tempo real;
- Bloquear remotamente um dispositivo entre outras.
4. FamiSafe
- Detectar conteúdo de cyberbullying;
- Filtrar sites prejudiciais;
- Verificar histórico de navegação;
- Detectar fotos suspeitas;
- Localização em tempo real;
- Limitar tempo na tela e em aplicativos dentre outras.
4. Qustodio
- Intimidação virtual;
- Distúrbio do sono;
- Dependência de tela;
- Conteúdo inapropriado;
- Problemas de saúde mental;
- Privacidade online etc.
5. mySpy
- Monitorar cada tecla e cada toque;
- Ler as conversas das redes sociais;
- Revisar as mensagens de texto (incluindo deletadas);
- Ver onde a pessoa esteve e onde está indo;
- Ver as fotos compartilhadas e recebidas;
- Descubrir para quem ela ligou etc.
Eai, gostou das dicas? Conhece algum outro aplicativo que nós não falamos? Compartilha com a gente aqui nos comentários qual você usa? 👇


