Todo pai ou mãe também é filho, e com certeza vez ou outra acabou julgando os pais quanto às suas decisões. Acontece, que quando nos tornamos pais, de fato, confirmamos um grande clichê:
"Você saberá quando for pai ou mãe"
Minha. Mãe
Pais que antes dividiam o tempo entre trabalho e lazer, hoje estão cada vez mais ativos, tanto dentro, quanto fora de casa. A cada dia surgem mais atividades, compromissos profissionais são levados para dentro do lar e o tempo fica mais escasso. Essa mudança na divisão e cuidados com a família também traz preocupações e julgamentos:
- Será que meu filho sente minha falta?
- Estamos sendo bons educadores?
- Quando meu filho vai tomar refrigerante?
- Por que ele foi tão cedo para a escola?
- Meu filho precisa de um tablet?
Essas e outras tantas questões rondam a cabeça da nova geração de pais, pois quase sempre são indagados sobre diversos pontos de decisão.
Criar um filho é tomar decisões constantemente sobre uma vida e isso é bem importante. O segredo, ou a dica que já adiantamos logo no começo desse artigo, é que você tente levar isso de forma leve, para sempre ver as coisas com mais clareza.
Fique atento, pois nem sempre:
ESTAR PERTO = ESTAR JUNTO
Para estar junto é necessário atenção plena e desfrutar dos momentos em família para criar vínculos reais e significativos, estando verdadeiramente presentes e sem interferências de celular e trabalho.
Pais que passam parte do pouco tempo em família conectados ao celular, podem sofrer com:
- Birras;
- Irritações;
- Hiperatividade.
Vale tudo para chamar a sua atenção! Muitas vezes, elas apresentam forte tendência a sentimentos incontroláveis para a idade, como frustração, depressão ou forte estresse.
A situação se agrava ainda mais se a criança estiver na primeira infância, pois nessa idade a criança sente falta de estímulos como olho no olho, toque e afeto, ocasionando em atrasos no desenvolvimento cognitivo motor e emocional.
E tudo isso vira um ciclo terrível:
Além disso, é importante ouvir com empatia as necessidades, aspirações e desejos dos filhos. A escuta empática é se colocar no lugar do outro, ouvir sem julgamentos antes de cobrar e perceber os sentimentos e necessidades do filho, com respeito e atenção.
O que você acha de na próxima refeição em família você falar sobre o seu próprio dia? Isso vai estimular o seu pequeno a contar sobre o dia deles também, o que lhe dará um sentimento de pertencimento à família.
Tenta ai e depois conta pra gente aqui nos comentários 👇
É interessante também, tirar um momento toda semana para vocês organizarem juntos a rotina da semana, quais são as obrigações, atividades que serão realizadas e os comportamentos esperados. Fazer tudo isso usando gameficação torna o processo ainda mais divertido e mostra para o seu pequeno que você se importa com suas necessidades, comportamentos e atividades.
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Se você possui uma jornada extensa de trabalho, nada de tentar diminuir a culpa que você sente com presentes ok? Pais que trabalham muito tendem a compensar a sua falta com presentes, ter atitudes permissivas diante de comportamentos inadequados e tudo isso muitas das vezes sem notar. Você precisa trabalhar essa sua culpa, é preciso entender que não tem como estar presente o tempo inteiro!
Ao invés de se culpar por ser perfeito, estreite os laços e esteja presente nos momentos em que estiverem juntos, qualidade é melhor do que quantidade.
Além disso, ninguém quer errar, mas você vai acabar errando com o seu filho, e está tudo bem, ok? Vocês irão aprender muito juntos e não é demagogia quando se ouve que uma criança tem sim muito a ensinar para um adulto.
Educar não é uma tarefa simples, requer responsabilidade, afeto e limites.
Permita-se conhecer seu filho aos poucos, dê espaço para que ele tenha suas opiniões e cresça com esse olhar de que pode expor o que sente. Esses pontos com certeza irão ajudá-lo na criação dele e também no adulto que ele irá se tornar.
Resumindo tudo isso, seguem algumas dicas para superar a insegurança e a culpa quando elas vierem:
E como lidar com julgamentos? A forma mais leve é sempre agradecer e dizer que irá pensar sobre o assunto. Algumas pessoas são mais invasivas e com certeza você irá se deparar com ela ao longo da criação do seu filho.
Entretanto, nunca se esqueça que uma criança ainda não sabe controlar suas emoções e, por isso, precisa da sua ajuda para entender e interpretar sentimentos, ok? Então, que tal experimentar uma criação mais leve, com momentos mais presentes e menos culpas?


